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Congada e as memórias da escravidão: 133 anos do fim da escravatura no Brasil

A partir do dia 13 de maio de 1888 o futuro do país mudaria para sempre. Há exatos 133 anos, Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, decisão histórica que decretaria o fim da escravidão no Brasil.

Após três séculos de trabalho forçado, foi promulgada às pompas como a lei mais popular e a última do Brasil Imperial (1822-1889). Mesmo assim, o Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravatura.

Mesmo com a imigração italiana do fim do século XIX e início do século XX, o Sul de Minas conseguiu conservar em sua identidade cultural e étnica os traços negros. São elementos de uma cultura que não se apagou com o tempo, se arrastando desde os períodos de escravatura, nas senzalas das fazendas cafeeiras da região, até os dias atuais. 

A identidade cultural e étnica é mantida em parte pelos grupos de congadas no Sul de Minas. Os ternos, como são chamados, são parte presente na história de diversas cidades da região.

O historiador e professor Alisson Eugênio, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), dedicou parte de sua pesquisa a entender o papel do negro na formação histórica de Minas Gerais.

“Em alguns lugares, antes do fim da escravidão, os senhores de escravos permitiam a manifestação das congadas e a organização de irmandades, controladamente, porque percebiam que essa permissão dava aos escravos um ligeiro conforto e acalmavam as revoltas e fugas”.

A tradicional Festa da Congada em Jacuí é realizada no período de 26 a 28 de dezembro com a participação dos ternos Canutinhos, Família Macedo e União Jacuiense, que contam com quase 200 componentes cada. Os ternos fazem parte dos bens imateriais do Município.

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