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Conhece o campo agrícola?

Não conhece?! Vou lhe apresentar: a área do Campo Agrícola começou com a doação da Prefeitura do município de Jacuí para a União, medindo 99 hectares. Através do Ministério da Agricultura pelo Fomento Agrícola, que ali instalou um campo de fruticultura. Tinha como objetivo a extração de polpa de sementes, para o desenvolvimento de um grande projeto, culminando com a construção de diversos imóveis na parte inferior central do terreno e, na parte superior, construções de mais prédios, patrocinados pela SAJ – Sociedade Amigos de Jacuí.

Foi um tempo áureo, relevante, comandado por engenheiros qualificados e todos os funcionários da esfera federal. Muitos deles ainda sobrevivem e residem aqui, saudosamente da época esplendorosa. Porém esse programa foi definhando-se a tal ponto que faltava o aproveitamento da “polpa”, da fruta em si, segundo informação de algumas pessoas. Era um projeto pioneiro e gerador de bons empregos, mas tornou-se inviável para a União. Posteriormente, as casas foram ocupadas por outras empresas por algum tempo, até chegar aos dias catastróficos de hoje. Um desperdício!

Disponibilidade de prédios e local para o empreendedorismo capaz de idealizar, realizar, implantar novos projetos sociais, serviços e negócios para uma Jacuí carente de sonhos e realizações. Na edição nº 2353, do Jornal do Sudoeste, em Curtas, página 2, do último dia 6, uma notícia alvissareira: uma comissão de representantes do município, formada por deputado jacuiense, prefeito, vereadores, procurador e assessor de senador, foi recebida em Brasília, em audiência, na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), para tratar do retorno da fazenda para o município. E estas lideranças deixaram a capital federal esperançosas por divisar uma luz no fim do túnel. Que venha a doação! Que se implante um distrito industrial! Há muito espaço disponível! Entretanto, que se preservem e aproveitem os prédios já existentes, com seus muitos equipamentos e o maravilhoso painel óleo sobre tela da artista plástica Linah Biasi (Pascoalina), conquistados à época do provedor Mário Goulart de Azevedo, sonhador e benfeitor no crescimento fantástico de Jacuí.

Ainda é possível sonhar com uma reforma estrutural dos prédios (alguns já quase em ruínas), antes que desabem, se desmoronem totalmente. E, de imediato, que cessem a movimentação e retiradas de terras, um desastre ambiental, até mesmo para a segurança de alguns prédios. Sonho ainda de um Portal de Turismo e informações da cidade; a legitimação do Sítio Escola. O material está lá! A utilização das salas para os cursos da Faemg, Senar; a busca de parcerias no INAES (Instituto Antônio Ernesto de Salvo) e SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas), este presidido por ex- deputado da região e que conhece bem nossa cidade e a fazenda em questão. As fotos ilustram a situação de um patrimônio em desmantelamento.

FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG
E-mail: fmjor31@gmail.com

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Fernando de Miranda Jorge

Acadêmico Correspondente da APC Jacuí/MG - fmjor31@gmail.com

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