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Nostalgia

Tem noite que eu não quero a presença de ninguém, só de Deus. Tem dia que eu não quero o barulho de nada, só da chuva. Me ajoelho na beira da cama, faço uma oração e agradeço por tudo que a vida tem me dado.

Mando abraço prá Vó Elisa que tá lá no céu e pra Vó Mariana também. Do nada escorre uma lágrima pelos olhos, depois o coração falta pular pela boca de tanto que pulsa e as lembranças – sem me avisar – acaba entrando pelas janelas da sala me preenchendo por inteiro.

De repente bate aquela saudade bonita e vontade de voltar àquilo que éramos, do que se foi, do que eu fui. Ah, como a vida é delicada e nostálgica demais. Às vezes a gente deita para orar pedindo cargas mais fortes, mas o vento lá fora traz aquela saudade bonita pra dentro do peito.

Até hoje quando fico quieto em meu canto sinto saudade de quem já se foi. Mamãe eterna. Encontrar com elas virou apenas uma questão de fechar os olhos para a eternidade. Mas ainda as espero, mesmo sabendo que não virão… só para ter saudade.

Milton Biagioni Furquim
Juiz de Direito

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